O ano de 2012 foi inquestionavelmente bom para a Microsoft. A empresa não só reforçou a sua parceria com a Nokia e lançou o Lumia 920, um dos smartphones mais bem avaliados do ano, como também colocou o Windows 8 no mercado com uma mudança radical de interface em relação às versões anteriores, lançando o bastante aguardado Surface, tablet com fabricação própria.
Porém, apesar dos bons reviews, o Windows Phone ainda luta bravamente para conseguir uma parcela significativa em um mercado dominado por iPhones e Androids, conquistando lentamente usuários insatisfeitos com uma dessas duas plataformas. O mesmo acontece com o Windows 8, que se esforça para conquistar usuários que ainda estão satisfeitos com o Windows 7 (ou mesmo o Windows XP) e acreditam que não possem motivos para atualizar.
Embora seja famosa principalmente por seu sistema operacional e pacote Office, a Microsoft tem uma boa fama em relação ao hardware que fabrica, como é o caso do XBOX 360, que é atualmente um dos carros-chefe de receita. Se a empresa não lançar a sua próxima versão do console ainda em 2013 é muito capaz que perca espaço em um ramo lucrativo e altamente competitivo.
Com as linhas gerais acima, o que esperar da gigante de Redmond este ano? Será que os esforços em 2012 renderão frutos em 2013 ou condenarão a empresa ao fracasso? Embora seja difícil prever o que irá acontecer, abaixo listamos 7 pontos que ela dedicará uma atenção especial em 2013 segundo o site Mashable:
Plano B para o Windows 8
Por outro lado, a interface dos aplicativos voltados para o ambiente Metro tem agradado os usuários por fugir do formato de janela tradicional, funcionando em tela cheia e aproveitando melhor o espaço da tela. A grande sacada foi manter a compatibilidade com os programas anteriores, mas ainda há um longo caminho a percorrer e relação aos apps que possuem versões diferentes para os dois ambientes, como é o caso do Internet Explorer 10 e Evernote e não possuem uma boa interação entre si.
Descontos no Surface
Já tivemos a oportunidade de mexer no novo tablet da Microsoft e sejamos sinceros: ele é bonito e rápido, mas não é um iPad ou Android. O Surface simplesmente não pode ser vendido com o mesmo preço de ambos sem trazer nem a metade dos aplicativos, e o argumento da empresa de que os usuários de aplicativos de produtividade (como o Office) terão mais benefícios não convence, afinal não compramos um tablet para trabalhar com planilhas.
Embora seja improvável que o seu preço diminua antes do lançamento do Surface 2, a Microsoft precisa lançá-lo o quanto antes e oferecendo uma resolução de tela maior, conexão LTE e outras melhorias que o torne competitivo em relação aos concorrentes. Se isso acontecer e o Surface original começar a competir na faixa de preço dos US$ 300-US$350 (onde estão o iPad Mini e o Nexus 10) ele poderá começar a se tornar mais atraente para os desenvolvedores e para o público, por tabela.
Falando em desenvolvedores...
Qualquer plataforma que queria ter alguma chance de conquistar o mercado precisa de algo muito mais importante do que o sistema em si. Precisa de aplicativos, e aplicativos bons. Esta é a maior falha do Windows 8 atualmente, onde nem mesmo figurões como o Facebook possuem um app atualmente para a plataforma.
Presente em cerca de 90% dos computadores pessoais do mundo (embora não sejam todos Windows 8), a Microsoft possui as ferramentas e o capital para alavancar a plataforma, o que falta é fornecer condições para quem deseja fazê-lo também saiam ganhando. Além disso, conseguir que os apps de grandes empresas apareçam em sua plataforma já é um ponto que pode convencer muita gente a trocar de considerar mudar de plataforma.
Tudo ou nada para o Windows Phone
O Windows Phone 8 agradou muitos usuários com uma versão completamente remodelada e rápida para aparelhos móveis. O Lumia 920 é o seu maior representante e trouxe recursos que chamaram bastante atenção, porém nada pior do que gostar de um smartphone e estar disposto a comprá-lo e não encontrar em lugar nenhum, nem nos EUA nem em qualquer lugar do mundo.
A impressão que fica é que a Microsoft não confia no próprio produto, liberando apenas alguns lotes para "ver no que dá". Esta não é uma postura que agrada nem os usuários nem os desenvolvedores, afinal, porque investir tempo e dinheiro em uma plataforma que nem a fabricante acredita a ponto de arricar um pouco mais.
Isso deixa apenas duas opções para o Windows Phone 8: ou liberam aparelhos com preços acessíveis e em quantidades que possam dar a confiança para o usuário de que a plataforma não desaparecerá do dia para noite ou ela entrará para a história junto com o WebOS entre sistemas que não conquistaram o público.
Divisão de software
Por ser uma empresa focada em software a Microsoft acabou criando produtos que atendessem a diferentes nichos de mercado. O Outlook, por exemplo, atende tanto consumidor como grandes empresas, mas neste último caso faz uso do Microsoft Exchange para oferecer um desempenho melhor. O Skydrive é voltado para usuários, enquanto o Sharepoint ou mesmo o Windows Azure são focados nas empresas.
Essa abordagem não é tão amigável para o usuário, pois outros produtos, como o Office, atendem a ambos os públicos, e falta pouco para que o Skype o Microsoft Lync se tornem uma coisa só. O ideal seria adotar uma abordagem única que sirva tanto para o usuário corporativo quanto consumidor, como o possível modelo que será usado no Office 2013 (ou Office 15), onde o serviço é pago pelo uso que é feito dele.
Lançamento do XBOX 720
O XBOX 360 conquistou muitos usuários e ainda possui bons índices de venda até hoje, mas este console de 2005 já fez o seu trabalho. Já está na hora de um novo aparelho com especificações e recursos adicionais, além de uma integração completa com o Kinect desde o seu primeiro dia. Embora o nome "XBOX 720" seja somente uma especulação, é muito provável que ele seja lançado na E3 que acontecerá em junho deste ano.
Além de ser o evento ideal para a ocasião, se a Microsoft segurar esse lançamento por mais tempo pode ser que nem os rumores positivos consigam conquistar o usuário, especialmente se a Sony lançar o seu PS4 alguns meses antes. Além dos games em si a empresa precisa correr na "corrida da conquista da sala de estar" travada com a Apple e oferecer uma solução completa de entretenimento o quanto antes utilizando os recursos do SmartGlass.
Uma nova Microsoft
A empresa está realizando esforços visíveis para se aproximar do consumidor e continuar relevante em tempos onde somente dispositivos móveis chamam a atenção do usuário. 2013 é o ano onde vamos começar a ver notícias desses esforços e se eles estão dando certo ou não, pois todos os pontos mencionados são cruciais para a saúde da empresa nos próximos 3-5 anos.
Atualmente grandes empresas tem que investir pesado em P&D para poder se adaptar a novas demandas. Entrando no mercado de tablets e smartphones a Microsoft pode não ter uma segunda chance se não conseguir manter os seus produtos atuais interessantes para o consumidor ou perder o timing de novos lançamentos.
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